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"O que mais me impressionou na primeira vez foi esta necessidade que elas tem de um abraço, de um beijo, de tocar no rosto, no cabelo".
Nara Peres Aguiar, administradora 24 anos.


"Quando visitei a creche pela primeira vez soube que muitas das crianças que lá estão não possuem uma estrutura familiar adequada.  Por isso mesmo são crianças que dependem da solidariedade das pessoas e são extremamente carentes de atenção . Às vezes somos surpreendidos por alguma criança que deseja ficar horas no nosso colo. O pouco tempo que convivi com as crianças da creche não fizeram bem só a elas mas também me trouxe um sentimento de bem estar. Acho que a alegria das crianças contagia e nos sentimos um pouco responsável por proporcionar isso a elas. Uma criança que me cativou muito foi a Rosimeire . Não tenho nenhuma história fantástica para contar sobre essa menina. Não sei da família dela, mas é uma menina meiga, que, na última vez que fui à creche, procurou ajudar na organização da "festinha dos aniversariantes do mês" e parece ter um interesse especial em tudo que fazemos."
Alessandra Vieira Magalhães, servidora pública, 31 anos.


Nesses 3 anos em que visitamos a creche, vários foram os momentos emocionantes que esses pequenos nos proporcionaram. Mas o mais emocionante para mim foi no dia do casamento da Jucilene. Fomos eu, Bruno, Aninha, Julio e Eleusa. Chegar na creche e ver todas as crianças vestidas para a festa foi muito legal. Mas o mais emocionante para mim foi a vontade das crianças de ficar perto de nós. Na missa, eles toda hora viravam os olhinhos para nós, sendo que vários já estavam sentados conosco. Na hora da Paz de Cristo, quase todos vieram nos cumprimentar e deram um jeito de apertar mais um pouquinho, para caber 7, 8 meninos conosco no banco. Ficamos super felizes nesse dia, pensando que, apesar da simplicidade da nossa participação na vida deles, fazendo uma festa de aniversário por mês, tudo tem valido muito a pena . Outra coisa emocionante foi o primeiro aniversário que passamos com o Silas. Ele sempre se mostrou um pouco violento, batia na gente, etc. No dia do aniversário dele, fizemos a maior festa, já contando para todos que era aniversário do Silas. Quando ele abriu a fantasia de batman que demos, ficou com um sorriso enooorme, super orgulhoso do presente e do carinho. Depois disso, virou outro menino, sempre nos abraçando e beijando.
Adriana Magalhães, jornalista, 32 anos.